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A drag queen já foi auxiliar de cabeleireiro e vendedora antes de se firmar no mercado musical brasileiro

Nascido em 1994, o escorpiano Phabullo Rodrigues da Silva sempre soube que era diferente de seus colegas. Mas foi apenas em 2015 que surgiu sua identidade "Pabllo Vittar", a drag queen que conquistou o Brasil. 

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Pabllo Vittar já foi auxiliar de cabeleireiro e vendedor
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Pabllo Vittar já foi auxiliar de cabeleireiro e vendedor


Filho de Verônica Rodrigues, e com mais duas irmãs, inclusive uma gêmea, Pabllo Vittar  passou por muitas dificuldades antes de conseguir atingir o sucesso nacional. A drag viveu durante muitos anos no interior do Maranhão e depois no Pará, com uma mãe batalhadora que foi abandonada ainda grávida pelo marido. 

Phabullo sofria bullying dos colegas de escola por causa de sua voz fina. O que eles não sabiam é que anos mais tarde, a voz "fina" seria uma das mais bem pagas do Brasil. Ele sempre deixa claro que "Sabia que ia fazer alguma coisa no mundo para deixar minha marca".

Aos 13 anos de idade o artista já fazia shows em festas de família e alguns eventos pequenos, mas ainda não se identificava como drag. Aos 15 anos uma decisão muito importante: mudar para São Paulo e tentar a sorte no mundo musical.

Infelizmente, sem sucesso, Pabllo acabou trabalhando em salões de beleza, lanchonetes e lojas. Com a certa "independência" veio outra decisão importante: revelar para sua mãe sua homossexualidade. Segundo a drag, a mãe apoiou e nem ficou surpresa. 

Com o não sucesso de sua carreira musical, Pabllo decidiu se mudar para Minas Gerais, onde sua mãe morava, e então optou por uma vida "normal"; passou no curso de design na UFMG. A surpresa veio após alguns semestres, a cantora teve que trancar o curso por causa da quantidade de shows que estava fazendo.

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Aos 18 anos participava de consursos de beleza de drag queens, e até ganhou alguns com o nome de "Pabllo Knowles", em homenagem à Beyoncé.

O estouro de Pabllo Vittar

Ao se apresentar na boate Belgrano, Vittar foi notado por um produtor musical importante. Ao se conhecerem os dois fizeram uma releitura da música "Lean On", de Major Lazer, chamada "Open Bar". O sucesso foi imediato: em um mês o vídeo já tinha 1 milhão de visualizações no YouTube.

Em 2015 seu primeiro EP, também chamado "Open Bar", chamou a atenção do público e dos produtores do programa "Amor & Sexo", onde mais tarde a drag queen substituiria Léo Jaime. Depois das aparições no programa foi tiro e queda: 2017 chegou, e com ele o primeiro álbum de Pabllo "Vai Passar Mal".

Os singles "K.O." e "Corpo Sensual" alcançaram o top 70 da parada Hot 100 Airplay, da Billboard Brasil, e não pararam de tocar nas rádios de todo país. Outra canção que não parou de tocar em 2017 foi "Sua Cara", parceria de Major Lazer, Anitta e Pabllo. 

Com a audiência no topo, chegou a hora de lançar o segundo álbum da carreira. No segundo semestre de 2018, Pabllo faz uma campanha de marketing para divulgar "Não Para Não", com dois jogos que possibilitavam seus fãs a descobrir novidades sobre o novo CD. 

Mas esse não foi a única novidade relacionada a cantora em 2018. O seriado "Super Drags", da Netflix, aborda o cenário LGBT+ de forma descontraída por meio de uma animação, que conta com a voz de Pabllo dublando a personagem Goldiva. 

Discografia de Pabllo Vittar

"Vai Passar Mal" (2017)

  1. "Nêga" 
  2. "K.O." 
  3. "Irregular" 
  4. "Corpo Sensual" (participação de Mateus Carrilho) 
  5. "Tara" 
  6. "Todo Dia" (participação de Rico Dalasam) 
  7. "Então Vai" (participação de Diplo) 
  8. "Ele é o Tal" (participação de Laura Taylor, Lia Clark e Rodrigo Gorky) 
  9. "Pode Apontar" 
  10. "Indestrutível"

"Não Para Não" (2018)

  1. "Buzina" 
  2. "Seu Crime" 
  3. "Problema Seu" 
  4. "Disk Me"
  5. "Não Vou Deitar" 
  6. "Ouro" (participação de Urias) 
  7. "Trago seu Amor de Volta" (participação de Dilsinho) 
  8. "Vai Embora" (participação de Ludmilla) 
  9. "No Hablo Español" 
  10. "Miragem"

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A cantora já participou de blocos de carnaval, trios elétricos, shows na Parada Gay e adora fazer parcerias com outras drags e cantoras brasileiras, como Aretuza Lovi, Gloria Groove, Anitta, Lia Clark e outras. 

Pabllo Vittar é considerado um ícone gay e símbolo de resistência. A cantora disse que demora até três horas para se "montar" e subir ao palco, e também revelou que quer atingir todo tipo de público com sua música.






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